sábado, 24 de novembro de 2018

A robótica como auxiliar do ensino nas escolas



A robótica como auxiliar do ensino nas escolas

     Quanto mais interessante for o estímulo e mais simples a linguagem do conteúdo transmitido aos alunos, mais fácil eles aprendem”. O depoimento é de Márcio Fessel, durante o curso de robótica para a capacitação de professores do ensino médio, oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Ele é um dos 40 professores da rede pública de ensino que participaram da iniciativa realizada entre os dias 11 de março e 27 de maio no ICMC.
Amante da robótica, Márcio conta que a infinidade de aplicações da área é o que mais lhe encanta. Há muitos anos utiliza a plataforma arduino como ferramenta para o ensino de física, disciplina que ministra para estudantes da Escola Estadual Monsenhor Jeronymo Gallo, em Piracicaba.
     Segundo o professor, além de ser a solução para diversos problemas sociais, a robótica pode fazer a diferença em sala de aula: “Na hora de ensinar algo, podemos inovar e pensar na elaboração de problemas que possam ser resolvidos de forma rápida e prática pelos alunos, sempre propondo desafios e, aqui no curso, exercitamos nossa criatividade”.
Kits robóticos foram fornecidos aos participantes

       Dispondo de kits robóticos financiados pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), os participantes conheceram como é a estrutura básica de um robô e todos os sensores que o compõe. Para que pudessem desenvolver aplicações nos pequenos robôs disponibilizados, um curso de programação também foi oferecido aos professores.
          “Resolvi participar para me aprimorar nessas duas áreas e com isso poder levar aos meus alunos um conhecimento obtido na USP. Irá agregar muito a eles, pois consigo unir o que aprendi aqui com a parte prática nos equipamentos da escola onde leciono”, afirma Frederico Jurgensen Junior, professor de mecatrônica da Escola Técnica Industrial  Paulino Botelho, de São Carlos.
            Os cursos são coordenados pela professora do ICMC Roseli Romero, que também é membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC), sediado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP). Para a professora, é gratificante ver o sucesso das iniciativas: “Nós já havíamos oferecido vários cursos para alunos do ensino fundamental e médio, mas percebemos que se preparássemos um material específico para os professores, isso serviria como uma semente em suas escolas”.
Professores da rede pública aprovaram iniciativa dos cursos

       A procura pelos cursos que, além do InSAC, recebem o apoio do Centro de Robótica da USP (CRob), foi tão grande que as vagas se esgotaram em poucos dias. “É um tipo de aula cativante, envolvente, nas quais os participantes se empolgam, mesmo que ainda não saibam nada de programação e robótica. Eles não querem ir embora da aula!”, comemora Roseli que pretende repetir os cursos por mais vezes.
       A professora de física e matemática Eliane Botta, da Escola Estadual Militão de Lima, de São Carlos, mantém uma relação antiga com a robótica. Ela participa da etapa regional da Olimpíada Brasileira da categoria desde sua primeira edição e sempre fomentou o tema aos seus alunos. A educadora, que também participou dos cursos na USP, conta como essas capacitações influenciam seu trabalho: “Quando um aluno faz uma pergunta, me sinto mais preparada para responder. Consigo dar exemplos diversificados não só com o uso da robótica, mas com os conhecimentos matemáticos e físicos obtidos aqui no curso, explica Eliane.
      Com metodologias diferentes, capazes de tornar a aula mais atrativa, o aprendizado pode ultrapassar até mesmo as fronteiras da escola. “Os jovens ficam curiosos para saber como é um robô e percebem que trabalhar com informática demanda observação e tranquilidade. Para isso, eles passam a trabalhar em equipe e a respeitar muito mais os colegas”, finaliza a professora. 

Assessoria de Comunicação do InSAC

quinta-feira, 22 de novembro de 2018



Tema do Vídeo
Redes Sociais e Educação
Editado por Maria do Rosário de Fátima O Nobre


 Grupo  NEUROCIÊNCIAS 6
 Participantes:
MARIA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA O NOBRE,
CINTHIA MARQUES PEREIRA e
TATIANA ROCHA DE MENDONÇA,
fazemos parte da pós em Neuropedagogia, da turma de TIC do prof. dr. Fernando Pimentel  FACIMA,
Maceiò AL

TRABALHO REALIZADO EM SALA DE AULA 
em 10 de novembro 2018



Estudantes vibram em final da Olimpíadas de Jogos Digitais

42 integrantes participaram da rodada final nesta segunda
Por: Portal FolhaPE em 19/11/18 às 15H55, atualizado em 19/11/18 às 20H55



Olimpíadas de jogos digitais ocupa salão do Shopping Paço Alfândega
Olimpíadas de jogos digitais ocupa salão do Shopping Paço AlfândegaFoto: Jose Britto / Folha de PernambucoQuem disse que competições a exemplo do televisivo game show “Passa ou Repassa” ficaram restritos aos anos 1990? Desta vez, os jogos digitais foram o instrumento para tornar a aprendizagem e o conhecimento objetivos divertidos e envolver a garotada. Na tarde desta segunda-feira (19), o pátio do Paço Alfandega, no Bairro do Recife, serviu de arena para a final das Olimpíadas de Jogos Digitais e Educação (OJE).
Ao todo, 42 integrantes de sete times formados em escolas da rede municipal do Recife participaram da disputa — com arquibancadas montadas no local, a plateia gritava palavras de estimulo aos alunos competidores. As equipes que alcançaram os três primeiros lugares levaram tablets para integrantes, diárias de hotel para professores, vale-cultura, além das simbólicas medalhas e troféus.
Inovação e entretenimento
      A plataforma online OJE Basics foi desenvolvida pela empresa Joy Street e já recebeu inúmeros prêmios de inovação, games e educação. Disponível para turmas de escolas da rede municipal do Recife, os alunos encontram missões e podem participar de torneios que abordam assuntos do ensino fundamental II e médio que estão na matriz da Prova Brasil e do Enem. Além de contar com conteúdo de todas disciplinas, a plataforma é configurada para focar em assuntos de maior dificuldade dos usuários.
“A gente desenvolve ambientes de aprendizagem focados na imersão de crianças e jovens em experiências significativas de aprendizagem que sejam divertidas e atraentes”, explicou o professor e sócio-fundador da Joy Luciano Meira. “Procuramos desenvolver competências e habilidades valorizadas na escola, seja ensinando o trabalho em equipe à partir do desenvolvimento de time ou estratégias de estudo de matemática, ciência, língua portuguesa”, concluiu.

    O diretor-executivo de Tecnologia na Educação Francisco Luiz dos Santos lembra que a iniciativa foi utilizada pelo Governo do Estado nas primeiras medidas para modernizar o ensino médio. “Pernambuco ocupava um dos últimos lugares no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e, a partir da adesão de jogos digitais como método pedagógico, pulou para o primeiro lugar”, explicou Santos.

https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/educacao/2018/11/19/NWS,87996,70,614,NOTICIAS,2190-ESTUDANTES-VIBRAM-FINAL-OLIMPIADAS-JOGOS-DIGITAIS.aspx

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Chegada de tecnologia em sala de aula promove revolução no aprendizado.


Chegada de tecnologia em sala de aula promove revolução no aprendizado
De aplicativos e plataformas de streaming a conteúdos de realidade virtual, a inovação tem transformado a forma de ensinar
TRECHO DA MATERIA.
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PAULA FILIZOLA

11/10/2018 7:57, atualizado em 11/10/2018 8:08
  
      Ter um laboratório de informática dentro de uma escola nos dias de hoje não é mais o suficiente para atender a demanda digital da nova geração de alunos nascidos e criados na era da internet. Os chamados nativos digitais são hiperconectados e desassociar isso do ensino não é possível. Com auxílio de lousas digitais, mecanismos de realidade aumentada, laboratórios de robótica, plataformas on-line de estudo, games e diferentes aplicativos, as instituições de ensino, professores e pais têm reavaliado a forma de educar.
Aliar tecnologia com educação de qualidade é um desafio que vem promovendo revolução nas salas de aula. Afinal, o modo pelo qual o conteúdo é apresentado ao aluno faz diferença na forma como ele é absorvido.
      Dados da pesquisa TIC Educação, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em 2017, apontam que celulares e outros dispositivos digitais são usados por 52% dos alunos de escolas com turmas de 5º ano, 9º ano do Ensino Fundamental, e/ou 2º ano do Ensino Médio localizadas em áreas urbanas.
     Especialistas acreditam que, com tecnologia disponível em sala de aula, é possível aumentar a qualidade do ensino, o engajamento dos alunos, melhorar a relação aluno/professor e ainda auxiliar na redução do índice de evasão escolar. Sancionado em 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE) contempla na meta 7, item 12, o uso da tecnologia integrada à proposta pedagógica com objetivo de melhorar o fluxo escolar e da aprendizagem para Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.



                                                                                 VINÍCIUS SANTA ROSA/METRÓPOLES
Kauã Praça faz robótica e usa aplicativos de games para aprender inglês: “a gente aprenda com mais facilidade”


https://www.metropoles.com/brasil/educacao-br/chegada-de-tecnologia-em-sala-de-aula-promove-revolucao-no-aprendizado